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Biologia das Pragas


As aranhas pertencem ao filo dos artrópodes e à classe dos aracnídeos. Todos os aracnídeos possuem o corpo dividido em cefalotórax e abdômen, além de quatro pares de patas ligadas ao cefalotórax e ausência de antenas. Possuem também ligados ao cefalotórax, um par de quelíceras, usado para capturar suas presas e inocular seu veneno; um par de pedipalpos, que podem apresentar diversas funções, sendo normalmente utilizados para manipular as presas.
Alimentação. As aranhas são excelentes caçadoras e se alimentam dos mais diversos insetos. Elas injetam em sua presa os sucos digestórios, e após certo tempo, sugam os restos liquefeitos para o estômago através de pelos nas quelíceras e na boca, que funciona como um filtro.
Reprodução. As aranhas são ovíparas. Seus ovos não são deixados diretamente expostos ao meio ambiente, são depositados e envolvidos com seda. A este invólucro e respectivos ovos, dá-se o nome de ooteca. O fato de os ovos se encontrarem protegidos por uma ooteca, possui diversas vantagens, como por exemplo, a manutenção da umidade e temperatura certas no seu interior protegendo os ovos de grandes variações e permitindo o seu desenvolvimento de forma menos dependente das condições externas. Outra vantagem é a proteção que oferece contra predadores de ovos ou parasitas. A seda, por ter propriedades antibióticas, protege também os ovos de serem atacados por fungos e bactérias.
Importância Médica. São três as aranhas de importância médica: aranha marrom, aranha viúva negra e aranha armadeira. As aranhas de jardim e caranguejeiras, pelo contrário, não representam um problema de saúde.
Segue uma breve descrição dessas espécies:
  • Aranha marrom (Loxosceles sp)
As fêmeas atingem até 4cm de envergadura das pernas. Essa aranha é sedentária, não agressiva e apresenta atividade noturna, se instalando em locais com pouca movimentação. Suas teias possuem uma forma irregular, que lembram um algodão desfiado. Podem ser encontradas em vários lugares da casa: embaixo e atrás de móveis, em frestas de paredes, forros, rodapés, sótãos, porões, pilhas de madeiras e de tijolos, recipientes vazios e entulhos. Os acidentes com aranha marrom recebem o nome de loxoscelismo, ocorrendo em humanos e animais domésticos. Estas aranhas picam somente quando comprimidas contra o corpo. Seu veneno é bastante tóxico, necessitando de cuidados médicos e aplicação de soro anti-loxoscélico ou anti-aracnídico. Os acidentes ocorrem principalmente nos meses quentes, quando há maior oferta de alimento.
  • Viúva-negra (Latrodectus mactans)
Apresenta uma envergadura das pernas de até 3cm, esta aranha possui no abdome uma característica marca vermelha. Costuma habitar o exterior das residências e, apesar do seu veneno potente, raramente causa acidentes no Estado de São Paulo. A viúva-negra não deve ser confundida com Latrodectus geometricus, que é de cor marrom com uma marca laranja, facilmente encontrada dentro das habitações.
  • Aranha armadeira (Phoneutria nigriventer)
Com uma envergadura das pernas de até 18cm e extremamente agressiva, esta aranha se “arma” para o ataque quando ameaçada. Apresenta hábitos vespertinos e noturnos, vivendo em bananeiras, folhagens, tijolos e madeiras empilhadas e também em locais com pouca movimentação dentro das residências. Grande parte dos acidentes ocorre nas mãos e nos pés, com a manipulação descuidada de seus esconderijos ou ao vestir sapatos sem verificação. A maior incidência de acidentes ocorre entre abril e maio.
Inspeção e plano de ação. O controle das aranhas, não se dá de forma eficiente sem uma criteriosa inspeção na área da infestação. Este animal naturalmente habita locais de difícil acesso ou limpeza.
Elementos facilitadores. São assim chamados por criarem condições de infestação e reprodução. Para as aranhas seguem alguns exemplos:
Acesso: frestas e fendas em muros, paredes e portas;
Abrigo: entulhos, madeiras, móveis e locais com pouca movimentação;
Alimento: insetos;
Água: locais ou objetos com umidade.
Medidas preventivas e medidas corretivas. É fundamental a eliminação ou diminuição dos elementos facilitadores no ambiente a ser tratado, com ações visando a prevenção de alguma infestação (vedação de passagens, limpeza, organização do ambiente, eliminação de entulhos) ou para o controle de uma infestação ocorrente (mudança de hábitos e aplicação de produtos químicos).
Controle. Por sua grande capacidade de adaptação, o controle de aracnídeos exige uma constante manutenção ambiente. A simples aplicação de produtos químicos não resulta em resultados satisfatórios a médio e longo prazo.
Monitoramento. Após a instalação de um controle, se faz necessário o monitoramento do ambiente, sobretudo nas épocas mais quentes do ano, onde geralmente ocorre uma maior oferta de alimento para os animais.

As baratas são insetos de ampla distribuição no planeta: no Brasil, são conhecidas cerca de 1.000 espécies. As espécies chamadas cosmopolitas convivem com o ser humano e são de interesse médico-sanitário. Muitas doenças são provocadas ou transmitidas por essas espécies cosmopolitas: asma, rinite, infecções, desinteria, gastroenterite, tifo, tuberculose, conjuntivite, pneumonia, lepra e intoxicação alimentar. A simples presença destes animais no ambiente também pode causar nas pessoas distúrbios emocionais e alterações comportamentais significativas.
Alimentação. Possuem o aparelho bucal do tipo mastigador e podem ser carnívoras, onívoras e herbívoras.
Reprodução. São ovíparas e possuem ciclo reprodutivo hemimetábolo (metamorfose incompleta).
Importância médica. As espécies que mais ocorrem nas áreas urbanas são a barata de esgoto e a barata germânica. Outras espécies cosmopolitas encontradas frequentemente: a barata cascuda, a barata australiana, a barata parda, a barata do Suriname e a barata listrada.
Abaixo segue uma breve descrição destas espécies:
  • Barata de esgoto (Periplaneta americana)
É a barata mais conhecida, com cerca de 4 cm de comprimento, quando adulta. Seu ciclo de vida (ovo-jovem-adulto) é de até 3 anos. Uma fêmea pode produzir cerca de 200 filhotes. O casulo de ovos, conhecido como ooteca, é facilmente reconhecível, com cerca de 1 cm de comprimento. As baratas de esgoto habitam locais úmidos e escuros, se alimentando de vários materiais como papel, papelão, roupas, além do lixo orgânico.
  • Barata germânica (Blatella germânica)
Conhecida também como francesinha, esta é uma espécie pequena, com cerca de 1,5 cm de comprimento. Seu ciclo de vida se completa em até 100 dias, e uma única fêmea pode produzir uma média de 150 ovos durante sua existência. Uma característica dessa espécie é que a fêmea carrega a ooteca até o nascimento dos filhotes, aumentando sua chance de sobrevivência. Esta espécie é encontrada principalmente nas cozinhas residenciais, industriais e de restaurantes. Devido ao seu tamanho, ela pode se abrigar em frestas e atrás de móveis. Normalmente, aparecem durante a noite. Quando surgem à luz do dia, é um indicador de alta infestação, sendo necessária uma ação imediata.
  • Barata australiana (Periplaneta maderae)
Semelhante à barata de esgoto, esta espécie ocorre mais ao redor das residências, em estufas de plantas e depósitos de alimentos.
  • Barata cascuda (Leucophaea maderae)
Comumente encontrada em habitações próximas às matas e parques. É maior que a barata de esgoto, com cerca de 4,5 cm de comprimento. Sua ocorrência vem aumentando, o que a torna uma potencial praga urbana.
  • Barata do suriname (Pycnoscelus surinamensis)
Costuma habitar vasos de plantas, e pode ser introduzida na residência escondida entre as folhagens.
Inspeção e plano de ação. A inspeção local é uma etapa fundamental para verificação de elementos facilitadores da infestação de baratas (acesso, abrigo, água e alimento) e deve ser realizada por nossos profissionais capacitados, antes de qualquer diagnóstico final. A partir da identificação das espécies e documentação de sinais de presença ou condições favoráveis para sua instalação, é elaborado um plano de ação para o controle da infestação, com medidas preventivas e corretivas. Os locais e estratégias para o tratamento químico são levantados nessa etapa.

Os cupins são insetos pertencentes à ordem Isóptera e que possuem asas anteriores e posteriores membranosas e de mesmo tamanho (iso: igual / ptero: asas), presentes nos indivíduos reprodutores (rei e rainha) até a época da cópula; os indivíduos assexuados (operários e soldados) são sempre desprovidos de asas (ápteros). Apesar de serem conhecidos como insetos pragas devido aos danos que causam nos ambientes urbanos, são fundamentais ao ecossistema pois atuam na aeração e humificação do solo e decomposição de uma variedade de recursos celulósicos. Seu principal alimento é a madeira, porém, vários compostos orgânicos como plantas, fungos, carcaça de animais e líquens podem servir de alimento pra eles.
Os cupins vivem em sociedade, sendo os indivíduos diferentes morfologicamente de acordo com suas castas. Os operários têm como função obter alimento, são os primeiros a se alimentarem e levam alimento para os demais; os soldados, são responsáveis pela segurança do cupinzeiro e o casal real (rei e a rainha), cuidam da reprodução, sendo estes os únicos com esta capacidade. Outra característica importante dessa ordem de insetos, é que eles apresentam uma associação mutualística com bactérias ou protozoários, que vivem em seu sistema digestório e são responsáveis por produzir a enzima que atua na digestão da celulose.
Reprodução. O ciclo reprodutivo se inicia com o voo nupcial, quando as formas aladas conhecidas como “aleluias” ou “siriris” ganham os ares. Normalmente, esses enxames de cupins alados ocorrem quando umidade do ar está alta e o tempo quente. Durante o vôo, não há cópula, mas os parceiros são escolhidos e, quando estes insetos perdem suas asas, é hora de escolher um lugar para a formação do cupinzeiro, que se inicia com a escavação de uma galeria terminando na “câmara nupcial”, quando finalmente ocorre a cópula e as posturas. As primeiras formas jovens serão criadas pelo casal real e originarão ninfas, que se diferenciam para assumir todas as funções da colônia, exceto a reprodução. Algumas ninfas podem ter o amadurecimento dos órgãos sexuais sem que desenvolvimento geral se complete; recebem então o nome de reprodutores de substituição, com a função de substituir o casal real em caso de morte. A rainha, muda consideravelmente após a cópula, devido ao desenvolvimento de seu aparelho reprodutor, ficando com um abdome exageradamente grande.
Os cupins como pragas. Os principais tipos de cupins são os de madeira seca, de madeira úmida, subterrâneos, de gramado, de montículo e arborícolas. Como pragas urbanas, destacamos os cupins de madeira seca e os cupins subterrâneos, que causam enormes prejuízos em todos os tipos de construções como casas, edifícios, escolas e museus.
  • Cupins de madeira seca: os cupins de madeira seca geralmente constroem seus ninhos dentro do próprio material de alimentação. Após a formação de casais, os siriris (aleluias) perdem as asas e penetram em orifícios e frestas de móveis ou no madeiramento das casas como forros, estrutura de telhados e divisórias. O crescimento dessas colônias é lento. Porém, quando o proprietário percebe, o móvel já pode estar em fase avançada de infestação. A primeira medida para o controle de cupins de madeira seca é a remoção da madeira atacada. As peças ou móveis que não podem ser eliminados são tratados com cupinicidas ou outros agentes químicos. Uma boa medida preventiva é o bloqueio do acesso dos siriris. Em época de revoadas – geralmente em setembro – deve-se manter as janelas e portas fechadas, principalmente no final da tarde.
  • Cupins subterrâneos: apesar do nome, estes cupins costumam criar uma rede de ninhos ao redor da construção, invadindo e estabelecendo novos ninhos em diversos locais: espaços entre estruturas, ornamentos (sancas, tetos rebaixados), vãos livres e frestas. As colônias podem subir e construir ninhos nos andares superiores dos edifícios. Percebemos a presença destes insetos pela formação de túneis sobre paredes, no interior de armários e caixas de eletricidade. O controle de cupins subterrâneos é realizado nos espaços de nidificação, aplicando-se um cupinicida diretamente onde já ocorrem ou possam ocorrer as colônias. Uma segunda medida é a criação de uma barreira química em volta da construção, com a perfuração e aplicação de cupinicida. Somente empresas controladoras de pragas têm autorização para a aplicação dessas substâncias. Como medida preventiva, deve-se evitar o descarte de entulhos de obra em “caixões perdidos” dentro de edifícios e também ao redor da construção, que favorece o ataque das colônias.
Inspeção e plano de ação. A inspeção local é uma etapa fundamental para verificação de elementos facilitadores da infestação de cupins (acesso, abrigo, água e alimento) e deve ser realizada por nossos profissionais capacitados, antes de qualquer diagnóstico final. A partir da identificação e documentação de sinais de presença ou condições favoráveis para a instalação, é elaborado um plano de ação para o controle da infestação, com a execução de medidas preventivas ou corretivas. Os locais e estratégias para o tratamento químico são levantados nessa etapa.
Controle. A estratégia inicial utilizada para o controle de cupins subterrâneos é a localização e remoção da colônia, quando possível. Frequentemente, o acesso às colônias é complexo ou inviável. Parte-se, então, para o controle químico. Usualmente, realiza-se a aspersão de uma calda química ou polvilhamento de pó cupinicida que age contaminando os cupins operários, que por sua vez levam o produto até a colônia, matando a rainha. Para prevenção de novas infestações, é criada uma barreira química no entorno da edificação. Essa barreira consiste em furos na parte exterior da estrutura, com 30cm de espaçamento, em média. Nestes furos, aplica-se a calda química cupinicida, que penetra o solo. Para o controle de cupins de madeira seca, o descarte de peças ou partes atacadas é a primeira opção. Na impossibilidade de descarte, realiza-se a aplicação por injeção ou aspersão de uma calda cupinicida na madeira atacada.

Os escorpiões pertencem ao filo dos artrópodes e à classe dos aracnídeos. Todos os aracnídeos possuem o corpo dividido em cefalotórax e abdômen, além de quatro pares de patas ligadas ao cefalotórax e ausência de antenas. Possuem um par de quelíceras e um par de pedipalpos dotados de pinças, usado para capturar suas presas. Seu abdômen, longo e móvel, termina no aguilhão, estrutura curva por onde instila uma fortíssima peçonha neurotóxica que paralisa suas vítimas.
Alimentação. De hábito noturno, alimentam-se preferencialmente de pequenos insetos como grilos, cigarras e baratas, além de pequenos aracnídeos como aranhas. Enxergam muito mal e o sucesso de sua caça é graças ao tato apurado.
Reprodução. A maior parte das espécies são monóicas, ou seja, existem machos e fêmeas. Dessa forma, se reproduzem sexuadamente e são vivíparas, ou seja, os filhotes se desenvolvem no interior da fêmea. Em algumas, observamos o dimorfismo sexual, e podemos observar diferença entre machos e fêmeas, como o tamanho do corpo e dos palpos. O acasalamento ocorre se a fêmea aceita o macho. Existe uma dança nupcial, em que macho e fêmea se movimentam sempre unidos pelas quelas e, posteriormente, o macho deposita um espermatóforo, estrutura que contém os espermatozóides, e que será transferida para a fêmea pois não possuem um órgão transmissor de esperma. Para ocorrer a inseminação da fêmea é preciso que o macho a puxe em direção ao espermatóforo até que seu opérculo genital encoste nessa estrutura. Ela se liberta em seguida e pode acasalar com outros machos. Em outras espécies – o escorpião amarelo é um exemplo – não existem machos, e a reprodução ocorre por partenogênese, ou seja, os óvulos da fêmea se dividem sem ser fecundados.
Importância Médica. As duas espécies de escorpião que ocorrem na Região Metropolitana de São Paulo são o escorpião marrom (Tityus bahiensis) e o escorpião amarelo (Tityus serrulatus). Ambas possuem de 5 a 7 cm de comprimento. Na natureza, vivem sob pedras, troncos podres e folhagens. Em espaços urbanos, se abrigam fora de casa embaixo de entulhos, madeiras e tijolos, nas frestas de muros. Dentro dos domicílios, são frequentemente encontrados nos sapatos e pilhas de roupa. Representam um problema de grande importância médico sanitária, sobretudo nos acidentes com crianças.
  • Escorpião marrom (Tityus bahiensis)
Esta espécie não apresenta um veneno muito potente, com registros de acidentes de menor gravidade. Sua presença é bastante ampla, sobretudo nas zonas leste e sudoeste da capital, incluindo Osasco e região.
  • Escorpião amarelo (Tityus serrulatus)
De hábito noturno, esta espécie vem se difundindo por todo o Estado de São Paulo, e sua presença na capital e região é crescente. Em locais ambientalmente desequilibrados, são comuns os acidentes com humanos e animais domésticos. Apesar do menor número de acidentes, o veneno de T. serrulatus é mais potente, podendo causar óbito, inclusive.
Inspeção e plano de ação. O controle dos escorpiões, não se dá de forma eficiente sem uma criteriosa inspeção na área da infestação. Este animal naturalmente habita locais de difícil acesso ou limpeza.
Elementos facilitadores. São assim chamados por criarem condições de infestação e reprodução. Para aracnídeos seguem alguns exemplos:
Acesso: frestas e fendas em muros, paredes e portas;
Abrigo: entulhos, madeiras, móveis e locais com pouca movimentação;
Alimento: insetos;
Água: locais ou objetos com umidade.
Medidas preventivas e medidas corretivas. É fundamental a eliminação ou diminuição dos elementos facilitadores no ambiente a ser tratado, com ações visando a prevenção de alguma infestação (vedação de passagens, limpeza, organização do ambiente, eliminação de entulhos) ou para o controle de uma infestação ocorrente (mudança de hábitos e aplicação de produtos químicos).
Controle. Por sua grande capacidade de adaptação, o controle de aracnídeos exige uma constante manutenção ambiente. A simples aplicação de produtos químicos não resulta em resultados satisfatórios a médio e longo prazo.
Monitoramento. Após a instalação de um controle, se faz necessário o monitoramento do ambiente, sobretudo nas épocas mais quentes do ano, onde geralmente ocorre uma maior oferta de alimento para os animais.
As sociedades de formigas estão presentes na Terra há 100 milhões de anos. Sua distribuição é ampla, com aproximadamente 20.000 espécies explorando locais para nidificação e recursos alimentares dos mais variados. No Brasil, cerca de 30 espécies, das 2.000 conhecidas, são consideradas pragas urbanas, bastante adaptadas aos ambientes modificados pelo homem. Além do incômodo pela sua presença, as infestações por formigas trazem uma série de problemas de saúde: transmissão de bactérias e fungos em hospitais, alergias por picadas, contaminação de alimentos em cozinhas residenciais e industriais, danificação de equipamentos eletrônicos, entre outros.
As principais formigas urbanas são:
  • Formiga faraó (Monomorium pharaonis e Monomorium floricola)
Com seu tamanho diminuto (1,5mm), esta pequena formiga é nativa da África e se adaptou bem aos ambientes domésticos, industriais e hospitalares, procurando abrigo e alimento em cozinhas e refeitórios. Pode se alimentar de carnes, massas, insetos, preferindo alimentos doces ou gordurosos.
  • Formiga carpinteira (Camponotus spp)
Noturnas, são conhecidas 6 espécies urbanas de Camponotus, com uma coloração que vai do amarelo ao preto e um tamanho que varia de 6 a 20mm. Procuram sempre locais com alguma umidade, estabelecem uma colônia principal em uma árvore ou pilha de madeira (muitas vezes fora do imóvel) e outras colônias satélite internas, infestando árvores, madeiramentos e até equipamentos eletrônicos. Sua alimentação, dentro das residências, é constituída por carnes, insetos, bolores, néctar, alimentos doces ou gordurosos.
  • Formiga fantasma (Tapinoma melanocephalum)
É uma formiga exótica, com origem na África ou Oriente. Com um tamanho de até 1,5 mm, estas formigas procuram locais com umidade, sendo uma das pragas com maior incidência nos espaços urbanos, buscando abrigos temporários em cozinhas, banheiros, lavanderias. Alimenta-se de resíduos de alimentos humanos, preferencialmente líquidos e doces. As colônias possuem várias rainhas e o uso indevido de inseticidas domésticos pode causar um aumento na infestação, por fragmentação da colônia.
  • Pequena formiga de fogo, pixixica (Wasmannia auropunctata)
As formigas de fogo são pequenas (1,5mm) com baixa freqüência em espaços urbanos, preferindo buscar abrigo em árvores – principalmente nos cítricos – ou embaixo de pedras e entulhos. Busca alimento nos pulgões presentes nas árvores, líquidos e néctar, ou carne e gorduras, dentro das residências . Sua mordida é bastante dolorida, por onde é conhecida também como “formiga elétrica”.
  • Formiga argentina (Linepithema humile)
Esta espécie é nativa dos pampas, mas já está bastante distribuída em todo o planeta. Atingem um tamanho de 2,7mm. Sua grande capacidade de dispersão em ambientes humanos faz dessa formiga uma das principais pragas, em áreas urbanas e rurais. A colônias possuem mais de uma rainha, dificultando o controle da infestação. Preferem locais úmidos, mas conseguem transferir seus ninhos com rapidez, seja na procura de novas fontes de alimento ou após perturbações no ambiente. Sua dieta é variada, incluindo néctar, insetos, sementes, doces, carnes.
  • Formiga cabeçuda (Pheidole spp)
A Pheidole megacephala é uma formiga que não ocorria naturalmente no Brasil. Hoje, é considerada uma das principais pragas urbanas. As operárias atingem 2 mm de comprimento e os soldados até 4 mm. Fora das edificações, fazem ninhos no solo, sob pedras, madeiras, rachaduras nas calçadas. Dentro das residências, procuram abrigo nos vãos dos rodapés, deixando uma pilha de terra ou areia na entrada do ninho. Buscam alimento em insetos mortos, doces, gorduras e carnes.
  • Formiga louca (Paratrechina longicornis e Paratrechina fulva)
Estas formigas chegam a 3 mm de comprimento e costumam construir seus ninhos provisórios fora de casa, no solo, nos vãos e rachaduras dos muros e calçadas, sob pedras, vasos, madeiras. Muito frequente nas cozinhas, seu comportamento é errático, disperso. São de difícil controle, pois apresentam várias rainhas e seus ninhos podem se situar a grandes distâncias do local de alimentação. Estas formigas se alimentam de várias fontes, podendo preferir proteínas no verão e líquidos doces no inverno.
  • Formiga lava-pés (Solenopsis spp)
Com um tamanhho de 2 a 4mm, estas formigas são bastante conhecidas pela dor provocada por suas mordidas, sendo três espécies são de preocupação ambiental e sanitária, Solenopsis invicta, S. saevissima e S. wasmannii. Fazem seus ninhos embaixo de madeiras, rachaduras nas calçadas, rodapés. Alimentam-se de insetos, carnes, doces, gorduras.
Inspeção e plano de ação. O controle de uma infestação por formigas é um processo bastante variado, dependente da espécie da formiga e o grau da infestação. Assim, a inspeção do local afetado precisa ser criteriosa, para a elaboração de um plano de ação adequado.
Elementos facilitadores. As condições ambientais que facilitam a invasão e nidificação por formigas são chamados elementos facilitadores, por criarem condições de infestação. Para formigas seguem alguns exemplos:
Acesso: Transporte de embalagens com formigas; frestas e fendas em muros, paredes, janelas, etc.
Abrigo: Rachaduras nos rodapés, calçadas, madeiramento, etc.
Alimento: limpar de resíduos de comida, manter alimentos em locais fechados
Água: locais ou objetos com umidade.
Medidas preventivas e medidas corretivas. É fundamental a eliminação ou diminuição dos elementos facilitadores no ambiente a ser tratado, com ações visando a prevenção de alguma infestação (vedação de passagens, limpeza, organização do ambiente, eliminação de entulhos) ou para o controle de uma infestação ocorrente (mudança de hábitos e aplicação de produtos químicos).
Controle. O controle de infestações por formigas necessita de cuidados especiais, pois sempre há a possibilidade de fragmentação da colônia nas espécies que apresentam mais de uma rainha. As primeiras aplicações de formicidas buscam uma diminuição significativa da infestação com a pulverização, seguida de aplicações de gel formicida em locais estratégicos.
Monitoramento. Após as ações de controle, se faz necessário o monitoramento periódico do ambiente, sobretudo nas épocas mais quentes do ano, onde geralmente ocorre uma maior oferta de alimento.
Produtos. Todos os produtos saneantes desinfestantes utilizados pela Heloin do Brasil são registrados no Ministério da Saúde. O armazenamento, a manipulação e o transporte de produtos, bem como o descarte de embalagens, seguem as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, através da Resolução RDC nº 52/2009.


As moscas são insetos pertencentes à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). O par posterior transformou-se em duas estruturas de tamanho reduzido, que dão equilíbrio ao inseto durante o vôo. Existe uma grande diversidade de espécies de moscas, sendo a mais presente em áreas urbanas a mosca doméstica (Musca domestica). Em geral, é ativa durante o dia e repousa à noite, são encontradas repousando sobre as paredes, forros e fios das residências. Os locais por elas visitados apresentam manchas, produzidas pelo depósito de suas fezes e pelo lançamento de saliva sobre o alimento.

Alimentação. Alimentam-se de fezes, secreções, produtos animais e vegetais em decomposição e açúcar, entre outros.

Reprodução. A mosca passa por quatro estágios de desenvolvimento: ovo, larva, pupa e adulto. A fêmea coloca seus ovos (algumas centenas) em carcaças de animais, fossas abertas, depósitos de lixo e outros locais ricos em substâncias orgânicas em decomposição e cerca de 24 horas depois surgem as larvas vermiformes e esbranquiçadas. Estas geralmente ficam agrupadas, movimentam-se muito, não gostam de luz e alimentam-se ativamente. Após 5 a 8 dias, as larvas abandonam a matéria orgânica onde estavam instaladas, transformando-se em pupa e permanecendo nesta fase de 4 a 5 dias.

O tempo de vida das moscas varia de espécie para espécie, sendo, em geral, de 25 a 30 dias. Quanto maior a temperatura e a umidade, mais rápido é o ciclo de vida.

Importância médica. Algumas moscas são hematófagas, isto é, alimentam-se de sangue, como por exemplo as mutucas. Entretanto, mesmo as que não são hematófagas são muito importantes na saúde pública, como a mosca doméstica e a mosca varejeira pois atuam como transportadores de agentes patogênicos como vírus, protozoários, bactérias, e ovos de vermes além de causar problemas como berne.


Como todo inseto, possui o corpo dividido em cabeça, tórax e abdome e olho composto, que permite um grande campo de visão e detecção de movimentos.
Alimentação. Nos mosquitos, o aparelho-bucal é do tipo sugador, com uma probóscide (tromba) adaptada para a sucção de líquidos como seiva (machos e fêmeas) ou sangue (fêmeas). As fêmeas praticam a hematofagia pois necessitam de ferro e outras substâncias para o desenvolvimento e postura de seus ovos.
Reprodução. Variável de acordo com a espécie, podendo ocorrer com a fêmea em repouso ou ainda durante o vôo. O ciclo de vida é do tipo holometábulo (metamorfose completa). A fêmea põe seus ovos na água (Culex e Anopheles) ou em solo úmido que seja periodicamente alagado (Aedes). Normalmente a eclosão dos ovos se dá em 48 horas. A partir dos ovos originam-se larvas que vivem na água, próximo à superfície para respirar o ar atmosférico. As larvas comem micro-organismos e matéria orgânica na água. Esse estágio larval pode durar de 7 à 14 dias, dependendo da temperatura. Após a fase larval surgem as pupas, mais leves que a água e que por isso, ficam flutuando na superfície enquanto ocorre a metamorfose em um mosquito adulto, etapa que dura em média 2 dias.
Importância médica. Alguns mosquitos desempenham papel de transmissores de agentes infecciosos entre a fonte infectada e o homem suscetível. São exemplos de vetores os mosquitos Aedes aegypti, transmissor da dengue e febre amarela, o Anopheles, transmissor da malária e o Culex transmissor da filariose.
Abaixo segue uma breve descrição dessas espécies:
  • Aedes aegypti
Cumpre papel importante na transmissão da dengue e febre amarela. Possui origem africana e com importância nas áreas urbanas. A fêmea deposita seus ovos em recipientes com água, como tanques, barris, potes, latas, vasos de plantas, caixas d’água, pneus e quaisquer outros lugares que possam acumular água limpa. Têm hábito diurno e preferência por sangue humano. Costumam picar ao entardecer. Tem hábito de ficar em locais escuros como atrás de móveis, cortinas e embaixo da mesa.
  • Anopheles
Os mosquitos fêmeas sugam o sangue para alimentação e amadurecimento dos ovos e, se estiverem contaminadas, transmitem a malária. Os machos se alimentam de sucos de vegetais e néctar de flores. Prefere temperaturas entre 20ºC e 30ºC, e altas taxas de umidade. As fêmeas vivem de duas semanas a uma mês e põem cerca de 200 ovos de cada vez em água parada. Os machos vivem cerca de uma semana.
  • Culex
Possui corpo de palha e pequeno tamanho. É encontrado com frequência dentro das casas, abrigado embaixo e atrás dos móveis, principalmente nos quartos. As fêmeas começam a agir ao entardecer e picam durante toda a noite, mas preferem as horas mais avançadas e os momentos pouco antes do amanhecer. É mais frequente nos meses quentes e chuvosos, pois a água que se acumula no solo amplia seus criadouros, mas pode ser encontrado durante todo o ano.
Inspeção e plano de ação. O controle de uma infestação por mosquitos é um processo bastante variado que consiste em evitar picadas de mosquitos, manter as populações a um nível aceitável, minimizar contato entre mosquito e vertebrados e reduzir a fertilidade das fêmeas. Todas essas medidas visam minimizar o desconforto das picadas e interromper a transmissão de patógenos.
Elementos facilitadores. As condições ambientais que facilitam o acesso dos mosquitos são chamados elementos facilitadores, por criarem condições de infestação.
Água: locais ou objetos com umidade e que possam acumular água.
Medidas preventivas e medidas corretivas. É fundamental a eliminação ou diminuição dos elementos facilitadores no ambiente a ser tratado, com ações visando a prevenção de alguma infestação ou para o controle de uma infestação ocorrente (mudança de hábitos e aplicação de produtos químicos).
Monitoramento. Após as ações de controle, se faz necessário o monitoramento periódico do ambiente, sobretudo nas épocas mais quentes do ano, onde geralmente ocorre uma maior reprodução desses insetos.
Produtos. Todos os produtos saneantes desinfestantes utilizados pela Heloin do Brasil são registrados no Ministério da Saúde. O armazenamento, a manipulação e o transporte de produtos, bem como o descarte de embalagens, seguem as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, através da Resolução RDC nº 52/2009.


São mamíferos roedores, necessitam estar sempre roendo alguma coisa para que possam gastar os dentes incisivos, que crescem até 13 cm por ano. São onívoros. Causam grandes prejuízos econômicos, através da deterioração de alimentos e acidentes elétricos, além de causar medo e repugnância nas pessoas. Vivem em média de um a dois anos e seus habitats são variáveis. São bons nadadores, podendo ficar submersos até 03 minutos e, nadar cerda de 75 metros. Possuem hábitos noturnos e não enxergam muito bem, além de ver apenas tons pretos e brancos ou sombras.

Importância médica. São responsáveis pela transmissão de algumas doenças como hantavirose, leptospirose, salmonelose e peste Bubônica.

Segue abaixo algumas espécies importantes de roedores:

  • Ratazana ou rato de esgoto (Rattus norvegicus)

A ratazana ou rato de esgoto (Rattus norvegicus) é a maior das três espécies, possui corpo robusto e cabeça com orelhas pequenas e focinho rombudo. Vive em tocas subterrâneas que são construídas em terrenos mal cuidados, é bom nadador frequentando galerias de águas pluviais e seu raio de ação é cerca de 50 m. Havendo abrigo e alimentos adequados e em quantidade, uma fêmea pode ter de 8 até 12 ninhadas por ano, cada uma com 10 filhotes em média, e vivem até 2 anos.

  • Rato de telhado ou rato preto (Rattus rattus)

O rato de telhado ou rato preto (Rattus rattus), que nem sempre é preto, possui corpo esguio com mais ou menos 20 cm, cabeça com orelhas grandes e proeminentes e focinho afilado. Vive em forros e telhados, raramente cavando tocas, descendo ao solo em busca de alimentos, é bom escalador e seu raio de ação gira em torno de 60 m. Boas condições de abrigo e alimentação possibilitam às fêmeas gerarem de 4 a 8 ninhadas por ano com 10 filhotes em média por gestação, os quais vivem cerca de 1 ano e meio.

Costuma habitar locais altos como sótãos, forros e armazéns, descendo ao solo em busca do alimento e raramente escava tocas. Possui grandes habilidades, como caminhar sobre fios elétricos e subir em galhos de árvores, além de escalar superfícies verticais, adaptando-se perfeitamente à arquitetura urbana.

  • Camundongo (Mus musculus)

O camundongo (Mus musculus) possui corpo esguio (9 cm) e cabeça com orelhas proeminentes e focinho afilado. Vive em prateleiras e no interior de móveis pouco usados, é bom escalador mas pode escavar tocas e seu raio de ação é cerca de 3 a 5 m. Em boas condições as fêmeas podem gerar de 5 a 6 ninhadas por ano com 5 filhotes cada. A vida média é de 1 ano. Camundongos, diferentes de ratazanas e de ratos de telhado, gostam de novidades

De hábito preferencialmente intra domiciliar, costuma fazer seus ninhos dentro de armários, fogões e dispensas. É facilmente transportado em caixas de alimentos e outros materiais, possibilitando sua fácil dispersão na área urbana

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